Do nada:
"Uau, estás toda gira hoje Mamã! Esse cocó (totó) fica-te muito bem!"
Um-a-Dois vamos indo os dois, na dança da vida, ao som da canção que vamos compondo... a dois
Do nada:
"Uau, estás toda gira hoje Mamã! Esse cocó (totó) fica-te muito bem!"
"Mamã, quero jantar"
"Ainda é cedo, falta um bocadinho, mas podes comer uma bolacha"
"Não quero bolacha, quero sopa!"
O N tira a L do carro e ela dá-lhe um abraço e um beijinho.
"ai que bom, um beijinho sem ser a pedido"
"tinha saudades de ti!"
(de derreter qualquer um!)
...em que a minha filha, sentada à mesa, já acabou de comer e me diz
"Mãe, come!"
(porque quer sair da mesa)
O que eu ouvi "M, come!" ao longo dos anos...
L, hoje subiste sozinha para o trocador!
Tu, a minha menina de instinto de sobrevivência apurado, que só andava agarrada ao dedo para ter a certeza de que não caía, subiste para cima do móvel trocador sozinha!
Trepaste por ali acima, sentaste-te e deitaste-te, pronta para trocar a fralda.
"Consegui! Sozinha!" disseste de sorriso rasgado.
E o Pai, que esteve sempre ali qual rede de segurança ficou embasbacado e já nem sabia trocar a fralda!
É agridoce ver-te crescer tanto, todos os dias! Abranda tempo, que eu quero gozar cada uma destas conquistas antes de ter de virar a atenção para a seguinte!
A L comeu a sopa toda, a comida toda e...
"mamã ,vai buscar a sopinha!"
"filha, a sopa já comeste, queres fruta?"
"siiim! Mamã, leva isso [o prato da comida vazio] e trata da fruta!"
"Não é assim que se pede!"
"por favor! Vai! Vai! Vai!"
...
(não dá bem para transmitir o tom de comando da conversa toda... Não sei a quem sai!)
N: "Espera L, está aqui uma sujidade!"
L a partir-se a rir (gargalhadas mesmo): "sujidade?! O que é isso, sujidade?"
Partimo-nos todos a rir
Passado um bocadinho encontrou um bocadinho de arroz e disse: "papá, está aqui uma sujidade!"
A L acabou de se trancar num quarto de banho.
Teve de seguir as nossas instruções no meio do choro para rodar a chave até a conseguir tirar e passar por baixo da porta.
Eram as únicas chaves na porta, já desapareceram também, guardadas numa gaveta.
Mas conseguiu rodar a chave, tirar e passar por baixo da porta.
Entrei e peguei logo nela ao colo, para aplacar o choro mas parou logo de chorar mal o pai elogiou a dizer que tinha conseguido.
Olhou para mim, sorriu e disse "Consegui!"
E pronto, foi para o chão e seguiu a vida dela.